12. MOVIMENTOS SOCIAIS
Quando ninguém podia falar no Brasil, o MDB foi a voz de todos. A máxima resume bem a essência e a origem do partido que, desde sua fundação, perseguiu ideais que serviram de sustentação e determinaram os caminhos até à democratização. As mulheres e os jovens, organizados, gritaram por liberdade.
Primeiro presidente Jovem do MDB, Paulo Ziulkoski, emocionou-se ao relembrar os tempos difíceis dos idos de 1966. Em entrevista à Revista Cinquentenário, ele recordou que o clima da Ditadura exigia a movimentação dos jovens por meio das suas entidades estudantis (UGES, UBES, UNE e centros acadêmicos). Porém, quando os decretos 228 e 477 dizimaram com o Movimento Estudantil, o que restava para atuar era a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Arena e o MDB.
“Com isso, se iniciou um trabalho no Estado para se aglutinar os jovens para ter um canal de expressão, uma estrutura mais acadêmica. Era o IEPES surgindo para incentivar a formulação política e a análise de textos e documentos”, contextualizou Ziulkoski.
Outro núcleo reunia os jovens partidários e engajados na luta, nascia ali o setor Jovem do MDB, em 1972 com Paulo Welter como primeiro presidente indicado. Com o Congresso fechado em abril de 1977, os jovens se reuniam na Assembleia Legislativa do RS. Uma das principais manifestações contra a Ditadura foi o jornal “Documento”, editado pelo setor, e que denunciava os abusos praticados pelo regime. O sucesso da experiência gaúcha levou Ziulkoski a criar o setor Jovem Nacional e foi o seu primeiro presidente.
Dentre as inúmeras histórias que insistem em não abandonar suas recordações, Ziulkoski se lembra de uma em 1975, quando durante uma reunião do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES) em São Luiz Gonzaga, os participantes encontraram uma escuta instalada na mesa de debates. “Mandamos investigar o aparelho e a confirmação da escuta rendeu reportagens em diversos veículos de comunicação, inclusive no exterior”, menciona.
De lá para cá, aquele jovem não perdeu sua característica idealista. Como presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), ele reconhece as conquistas da luta do passado, mas ao mirar o futuro, acredita que o partido necessita criar uma melhor estrutura para discutir junto com a população.
O terceiro presidente do núcleo jovem do MDB (1980 a 1986) chegou na Juventude em 1975, foi tesoureiro, conselheiro político e secretário do PMDB e do comitê Teotônio Vilella que erguia as bandeiras democráticas. “Foi um momento muito rico da nossa política. A gente tinha um respeito muito grande e a nossa organização serviu de modelo para o país. A juventude daquela época era ousada porque precisa ser, pois não tinha meios de se expressar, então tinha de construir caminhos, observa Cava.”
Então organizados, os jovens gritaram por liberdade. Uma das principais manifestações contra a ditadura militar proporcionada pela juventude emedebista foi o jornal “Documento”, editado pelo setor, e que denunciava os abusos praticados pelo regime. O sucesso da experiência gaúcha levou Ziulkoski a criar o setor Jovem Nacional e foi também o seu primeiro presidente.
De lá para cá, a Juventude do MDB segue a sua militância, atualizando as bandeiras e oxigenando o pensamento político-partidário. Como núcleo de apoio, se destaca em atuações que vão ao encontro do sentimento da base de todo o país, além de oferecer importantes e qualificados quadros de liderança.
Rômulo Teixeira, presidente da JMDB (2026) e prefeito de Condor, município do Planalto Médio, observa que ao longo da história o partido teve papel de protagonismo na redemocratização do Brasil. Para ele, esse legado conecta os jovens emedebistas à defesa das instituições e a um ambiente político com mais harmonia e menos polarização.
“Ser militante da Juventude do MDB significa oportunidade de influenciar positivamente na vida das pessoas e contribuir para construção de uma sociedade melhor e mais justa para todos e, principalmente, nas grandes transformações que se sonha para um país melhor”, realça Rômulo.
Criado oficialmente em 12 de agosto de 1969, o PMDB Mulher sempre teve papel determinante na construção da história do partido. Foi através da sensibilidade, da garra e da dedicação que o movimento feminino influenciou diretamente na conquista da redemocratização do País.
Depois de ajudar a derrubar a ditadura militar e a incentivar a participação feminina na política, hoje uma das principais tarefas do núcleo é garantir, nos governos do MDB, a implantação de um programa mínimo que atenda às reais necessidades da mulher contemporânea.
Cris Lohmann, presidente do núcleo feminino (2023-2026), fala sobre essa experiência político-partidária: "Como mulher, sou MDB porque aqui eu não sou coadjuvante — eu sou protagonista na construção de um partido que acredita na força, na competência e na liderança feminina".
No plano político, as mulheres lutam para ampliar o seu espaço nas esferas partidárias, bem como assegurar a representação feminina nas Câmaras de Vereadores, Prefeituras, Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Eis aqui as vozes de algumas mulheres que ajudaram a compor a trajetória destas cinco décadas de MDB/PMDB.
Os núcleos da Juventude e das Mulheres, pioneiros entre os movimentos sociais do PMDB gaúcho, abriram o caminho para outras lutas. Deles nasceram o Afro, a Cultura, o Comunitário, o Diversidade, a Educação e, também, as Associações de Prefeitos e Vice-prefeitos e de Vereadores.
Presidente: Vilmar Zanchin
1º Vice-presidente: José Fogaça
2ª Vice-presidente: Patrícia Alba
3º Vice-presidente: Márcio Biolchi
Secretário-geral: Giovani Feltes
Secretário-adjunto: Fifo Parenti
1º Tesoureiro: Carlos Búrigo
2ª Tesoureira: Lourdes Sprenger
Sec. Especial MDB Mulher: Cris Lohmann
Líder da Bancada: Edivilson Brum
1º Vogal: Sebastião Melo
2º Vogal: Fábio Branco
3ª Vogal: Paula Facco Librelotto
4º Vogal: Beto Fantinel
1ª Suplente: Fátima Daudt
2º Suplente: Gustavo Stolte
3º Suplente: Paulinho Salerno
4º Suplente: Ricardo Adamy
Textos: Carla Garcia (MTB 12.630) e Juliane Pimentel (MTB 16.656)
Revisão histórica: Evelise Neves
Identidade visual: Agência Comversa
Criação Hotsite: Flame Design