Gabriel e Ernani apresentam proposta de R$ 600 milhões por ano para ensino técnico
Joel Vargas
Projeto prevê alcançar 50% das matrículas do Ensino Médio da rede estadual
Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul Gabriel Souza (MDB) e Ernani Polo (PSD) apresentaram, nesta quinta-feira (20/8), o
Profissão na Mão, proposta que prevê R$ 600 milhões por ano para criar mais de 80 mil vagas no ensino técnico até 2030. A meta é fazer com que 50% dos estudantes do Ensino Médio da rede estadual tenham acesso à formação profissional.
O plano foi detalhado por Gabriel, candidato a governador, e Ernani, candidato a vice-governador, no primeiro de uma série de anúncios de propostas para o próximo governo. Os investimentos serão viabilizados com recursos vinculados à adesão do Estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Das novas vagas previstas, cerca de 43 mil serão criadas na própria rede estadual e outras 37 mil serão contratadas por meio de parcerias com o Sistema S, universidades comunitárias, sistema cooperativo e Uergs.
“Durante muito tempo, o jovem terminou o Ensino Médio apenas com um diploma na mão. O que queremos é que ele saia da escola com diploma, profissão e oportunidade. O Profissão na Mão vai melhorar a aprendizagem, manter o estudante na escola e prepará-lo para o mercado de trabalho e para a vida”, afirmou Gabriel.
A meta de alcançar 50% das matrículas até 2030 antecipa em seis anos o prazo estabelecido pelo Plano Nacional de Educação, que prevê atingir esse percentual até 2036.
Expansão do ensino técnicoO Profissão na Mão dará continuidade à expansão do Ensino Médio em Tempo Integral realizada nos últimos anos no Estado. O número de escolas com essa modalidade passou de 18 para 432, enquanto o total de estudantes atendidos avançou de 5 mil para 50 mil. A participação do tempo integral nas matrículas do Ensino Médio cresceu de 1% para 21%.
Desde 2026, as escolas estaduais de Ensino Médio em Tempo Integral oferecem Educação Profissional e Tecnológica aos estudantes que ingressam no primeiro e no segundo anos.
“O Rio Grande do Sul já sabe fazer. Começamos essa transformação com a expansão do Ensino Médio em Tempo Integral e a integração da formação técnica à trajetória dos estudantes. Agora queremos dar escala a esse projeto, com investimento, metas, prazo e origem dos recursos”, destacou Gabriel.
Três frentes de atuaçãoO Profissão na Mão será estruturado em três frentes. A primeira prevê a ampliação da Educação Profissional e Tecnológica integrada ao Ensino Médio em Tempo Integral, com novas vagas, qualificação dos espaços escolares e implantação de laboratórios técnicos e de informática.
A segunda frente transformará escolas técnicas tradicionais da rede estadual em Centros de Referência em Educação Profissional. Os cursos serão definidos de acordo com as vocações econômicas e a demanda por mão de obra de cada região, em áreas como indústria, tecnologia, agropecuária, logística, cooperativismo, saúde, turismo, energia, comércio e serviços.
O programa também prevê bolsas de estágio em parceria com o setor produtivo e a ampliação do Partiu Futuro, voltado à inserção de jovens aprendizes no mercado de trabalho.
A terceira frente complementará a oferta da rede estadual por meio de parcerias com instituições que já possuem estrutura e experiência na formação profissional. Além da aquisição de vagas, estão previstos auxílios para transporte e alimentação dos estudantes, especialmente nas regiões onde a rede própria ainda não possui oferta consolidada.
“Quando o estudante sai da escola preparado, ganha o jovem, ganha a família e ganha o Rio Grande do Sul. Temos setores que precisam de mão de obra qualificada, especialmente no agro, na indústria, nos serviços, na tecnologia e na logística. O ensino técnico aproxima a escola da vida real e ajuda a manter nossos talentos aqui”, afirmou Ernani.
Para Gabriel, o programa conecta educação, geração de renda e desenvolvimento econômico.
“Não basta abrir vaga na escola. O estudante precisa aprender, permanecer e sair preparado. Ensino Médio é mais do que diploma: é profissão, oportunidade, renda e futuro. Queremos criar um ciclo virtuoso que ligue a sala de aula ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, disse.
“Vamos apresentar propostas com seriedade, mostrando de onde virão os recursos, quais são as metas e os resultados que queremos entregar. O Rio Grande do Sul não precisa de retrocesso nem de aventura. Precisa seguir em frente, com responsabilidade, planejamento e coragem para melhorar a vida das pessoas”, concluiu Gabriel.
Confira a apresentação:
https://www.youtube.com/watch?v=YlFkYsHx2Lc
Clique aqui para acessar a apresentação